Zero Hora ( 28/11/2010) - Há uma regra simples que vale tanto para pessoas quanto para empresas e países: ou você evolui, ou você morre.
Em outras palavras, ou você ajusta seu comportamento às necessidades do ambiente ao seu redor, ou sua sobrevivência passa a ser ameaçada.
Foi assim que a humanidade evoluiu e chegou ao que é hoje, e é assim que profissionais e companhias se mantêm atuais, liderando seus mercados.
Essa evolução é determinada por duas características que funcionam em conjunto: inovação e empreendedorismo.
Uma não existe sem a outra, embora muitas vezes seja difícil perceber isso. Um empreendedor é alguém que, enxergando uma oportunidade, busca uma solução inovadora para atender certo nicho do mercado.
Essa inovação não precisa se manifestar necessariamente por meio de um produto. A inovação em processos ou serviços, por exemplo, ou mesmo um design diferente para algo que já existe é tão ou até mais importante.
Na lista dos países mais inovadores, o Brasil caiu da 50ª para a 68ª posição, segundo o Global Innovation Index 2009-2010.
Além disso, apesar de ser o país que mais investe em inovação na América Latina, equivalente a 1,1% do PIB, o Brasil ainda está muito atrás do Japão (3,4% do PIB) e da China (1,5% do PIB), de acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
No âmbito empresarial, para que a inovação ocorra, é necessário o envolvimento das equipes, e não apenas das lideranças da companhia.
O maior desafio das organizações, principalmente daquelas de grande porte, é fazer com que as ideias inovadoras de seus colaboradores possam ser ouvidas e implantadas sem que se percam no caminho.
Consequentemente, todos os níveis da empresa precisam estar capacitados para compreender e aproveitar as oportunidades. Esses conceitos valem para o primeiro, o segundo e o terceiro setor.
Nos governos, atitudes empreendedoras e de inovação ainda são raras. Isso se deve ao engessamento histórico das estruturas e à burocratização de todo o sistema.
Mudar esse sistema, portanto, é chave para a melhoria da qualidade de vida da população e para o desenvolvimento da competitividade da região como um todo, bem como de seus produtos e serviços.
Por isso é tão importante inserir no setor público as tecnologias de avaliação e gestão pela qualidade, de forma a obter o máximo ganho de eficiência possível.
É o que movimentos como o Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade têm procurado incentivar.
O desafio de todos nós, seja qual for nossa área de atuação, é implantar essa visão nas atividades do nosso dia a dia, questionando de forma permanente se estamos procurando incentivar a inovação e promovendo o empreendedorismo.
Pergunte-se sempre: a companhia em que atuo tem mecanismos para o aproveitamento de novas ideias? Esses mecanismos estão funcionando bem? A cultura de inovação permeia os processos da empresa?
A palavra fundamental, portanto, é cultura. Questionar-se frequentemente ajuda a formar a cultura empreendedora da qual todos nós precisamos.
A inquietação deve ser permanente, sob pena de que a evolução das organizações seja estancada. É isso que todos precisamos ter em mente.
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