quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ferias - Tlantic lança campanha


A Tlantic esta reforçando os laços dos bons retornos nas férias. A preocupação é real e já faz parte das empresas. leia abaixo:

A ressaca pós-férias existe

Sinais de depressão nos primeiros dias de trabalho são habituais. Descanso já não está na moda: procura-se a emoção da aventura, para ter o que contar aos amigos no regresso

Se já começou a sentir uma ansiedade miudinha com a perspectiva de amanhã voltar ao trabalho, sinais de irritação e cansaço, é provável que esteja a experimentar a síndrome pós-férias.

Estima-se que cerca de 40% dos trabalhadores evidenciem dificuldades no regresso à vida real, dos horários, das obrigações, das contas para pagar. No entanto, para alguns, as férias são uma fonte de rendimentos simbólicos e sociais. Vai-se de férias para ter o que contar e impressionar os amigos.

Estudos realizados em países como Espanha e Brasil revelam que quatro em dez pessoas registam, nos primeiros tempos de trabalho, sintomas como irritabilidade, cansaço, tristeza, mau humor ou alteração dos padrões de sono e de apetite. "Não se trata de uma verdadeira depressão", explica Telmo Baptista, psicoterapeuta e presidente da Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva. O que se verifica é a existência de uma reacção adaptativa - por vezes difícil - ao trabalho, marcado por um registo de dever, depois de um período de lazer e sem obrigações.

As férias são uma realidade diferente. Basta não ter horários para estar num registo distinto. Mesmo para quem não vai para fora, há uma libertação dos "deveres quotidianos", sublinha o psicólogo. Evitam-se as "chatices diárias" e, durante uns dias, faz-se mais o que se quer e menos o que se é obrigado.

Este regresso ao emprego é tanto mais doloroso quanto mais adversas forem as condições de trabalho. Nesta situação, as férias, mais do que uma pausa, são vivenciadas como uma fuga a um estado aversivo e a retoma de funções significa, portanto, um enorme um sacrifício. E não há férias que dourem um mau emprego. Quando muito, são um balão de oxigénio. De curta duração, já que os benefícios da pausa do trabalho tendem a esvanecer-se rapidamente. Uma investigação da Internacional Stress Management Association do Brasil concluiu que 70% dos trabalhadores evidenciam, nas primeiras semanas a seguir às férias, níveis de stress idênticos aos registados antes da pausa para descanso.

"Quem vai de férias, procura novas sensações e a descoberta, em si, de outro tipo de emoções e de experiências", sustenta o sociólogo Albertino Gonçalves. O que se pretende já não é tanto descansar, mas, antes, a excitação de descobrir e experimentar algo que é valorizado pelo próprio e pelos outros. "As férias passivas já não estão na moda. Mesmo nas termas e spas, o tempo já não é usado exclusivamente para descansar", acrescenta.

fonte: HELENA NORTE, Jornal de notícias http://www.jn.pt/Domingo/Interior.aspx?content_id=1007072

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